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Liderança e Inteligência Emocional

Escritórios feios estão afastando os jovens talentos e afetando sua saúde mental, diz estudo

funcionária cansada
Créditos: Adobe Stock
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Nova pesquisa mostra que ambientes de trabalho sem vida são um fator decisivo para pedidos de demissão entre profissionais da Geração Z e Millennials

Se o seu escritório parece mais uma sala de espera sem personalidade — com paredes bege, iluminação fria e mobiliário genérico — há grandes chances de ele estar minando o engajamento e a saúde mental da equipe. É o que indica um novo relatório da empresa europeia de tecnologia corporativa Kinly.

Segundo a pesquisa, realizada com mais de 1.000 trabalhadores de escritório no Reino Unido, 34% considerariam deixar seus empregos por causa de ambientes de trabalho mal projetados. Mais alarmante ainda: 17% afirmam que escritórios sem inspiração impactam negativamente sua saúde mental.

Para os jovens, o visual importa — e muito

A reação é ainda mais intensa entre os mais jovens. Entre os profissionais da Geração Z e Millennials, 46% disseram que sairiam de um emprego com um ambiente esteticamente deprimente, e 21% relataram sentir que esse tipo de espaço afeta sua saúde emocional.

Essa exigência estética reflete uma mudança de paradigma no mundo do trabalho. Crescidos em ambientes digitais vibrantes e, mais recentemente, acostumados ao home office pós-pandemia, esses profissionais esperam que o local de trabalho seja mais do que funcional: ele precisa inspirar.

Arte no lugar do cinza: por que estética afeta produtividade

O estudo também utilizou inteligência artificial para medir as reações faciais e níveis de atenção de um grupo exposto a diferentes imagens. O resultado? Imagens de arte, como a obra “Noite Estrelada sobre o Ródano” de Van Gogh, aumentaram o foco em 38% e a criatividade em 30% dos participantes.

Em contrapartida, imagens genéricas de escritórios não provocaram o mesmo efeito. A conclusão: arte e estética têm influência direta sobre o desempenho cognitivo e emocional no trabalho.

Mais participação e menos cubículos

Outra descoberta importante da pesquisa: 26% dos funcionários gostariam de participar das decisões sobre a decoração e design de seus ambientes de trabalho. Esse desejo de autonomia estética se alinha a uma tendência mais ampla de personalização e envolvimento no dia a dia corporativo.

A Kinly, claro, tem interesse direto nesse debate — já que atua com tecnologia audiovisual e defende o uso de telas também para fins artísticos, e não apenas informativos. Mas os dados do relatório vão além da autopromoção: reforçam uma demanda legítima por espaços de trabalho mais humanos, inspiradores e colaborativos.

O que as empresas podem aprender com isso

No mundo pós-pandemia, em que o retorno aos escritórios está sendo negociado sob novas bases, repensar o design dos ambientes se torna essencial. Afinal, um espaço bonito e acolhedor pode ser tão estratégico quanto um bom salário.

Para reter talentos e cultivar o bem-estar, os líderes devem se perguntar:

  • Estamos criando um ambiente que as pessoas querem frequentar?
  • Nossos escritórios refletem os valores e a criatividade que esperamos da equipe?
  • Estamos ouvindo os colaboradores sobre o que os inspira e motiva?

Investir em um bom projeto de interiores pode parecer algo estético — mas, na prática, é uma ferramenta de gestão de pessoas e cultura organizacional.

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