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Cotidiano

O que você, empreendedor, precisa aprender com o Esporte Interativo

Confira algumas lições de mercado da empresa de mídia esportiva que se tornou um fenômeno no Brasil
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Se você pensasse em criar um negócio na área de mídia voltado para esportes no Brasil, a primeira coisa que diriam seria: “Esse é um mercado muito saturado. Não vai dar certo”. E aí, talvez, você desistisse. Provavelmente, a turma do Esporte Interativo ouviu isso em 2007, quando a empresa foi criada com o objetivo de ser uma distribuidora de conteúdo esportivo.

“Que ideia mais estaparfúrdia! Já existem aí todas as agências, ligadas a grandes veículos de comunicação, com grandes aparatos e contratos milionários com as federações e patrocinadores. O que vocês acham que vão conseguir?”, devem ter ouvido.

Quem falou, mordeu a língua. Relativamente independente, o EI antecipou tendências, pôs em prática uma estratégia certeira focada no digital e se tornou um fenômeno nas redes sociais. Em seu site, diz que também é líder de audiência entre os canais de esportes, com audiência mensal de 33 milhões de telespectadores.

Como eles conseguiram?

O sucesso de um negócio envolve variáveis que, muitas vezes, um simples observador externo (como eu) não pode ter acesso. Mas algumas ações são claras e dizem muito sobre as escolhas certeiras feitas pela empresa. Abaixo, elencamos algumas delas:

1 – Antecipou-se às tendências

Acompanho o EI desde o tempo em que sua interface conhecida pelo grande público era apenas um programa na Band e depois na RedeTV. Já naquele tempo, sua postura estava à frente dos demais projetos do gênero. Hoje parece besteira, mas naquele tempo ninguém fazia programas com uma participação massiva do público. O EI não só recebia mensagens dos espectadores, como também construía suas pautas com a ajuda deles. Essas coisas, os grandes concorrentes – como Globo Esporte, só começaram a fazer bem depois. ESPN e SporTV ainda hoje são um tanto quanto antiquados, nesse aspecto.

2 – Diversificou os investimentos

Qualquer especialista em finanças vai aconselhar que você nunca invista todo seu dinheiro em um único lugar. Guardadas as diferenças entre uma coisa e outra, o exemplo vale para explicar o caso do EI. Embora tenham delimitado desde cedo qual era seu propósito e quais eram suas “core competences”, entenderam que o futuro da mídia era multiplataforma e investiram pesado nisso. Para se ter uma ideia, só em sua principal conta no Facebook (eles têm canais segmentados por regiões e campeonatos) são quase 10 milhões de fãs.

3 – Souberam encontrar o público esquecido

O Brasil tem mais de 800 clubes profissionais de futebol. Mas menos de 100 participam de competições durante todo o ano. Essa limitação faz com que a cobertura midiática seja concentrada onde estão os maiores e mais lucrativos clubes e torneios. Trocando em miúdos, só passam na TV (aberta, principalmente), em praticamente todos os estados do Brasil, os jogos dos grandes clubes de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e, às vezes, do Rio Grande do Sul. Norte, Nordeste e Centro-Oeste vivem à margem disso.

De olho nesse público, o Esporte Interativo lançou uma campanha forte voltada para torneios como a Copa do Nordeste, e tem feito uma cobertura de estaduais como o Pernambucano e Cearense muito mais detalhada até do que veículos de imprensa dos próprios estados.

Hoje, o Esporte Interativo pertence ao grupo Turner Broadcasting System Latin America, Inc., que comprou 100% das cotas da empresa agora em 2015.

E você: o que está fazendo pelo seu negócio para que ele cresça ao ponto de ser vendido para um grande grupo (por muito dinheiro, certamente!) em menos de 10 anos de existência?

Fonte: www.administradores.com

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