Quais escolas de negócios oferecem experiências internacionais aos alunos?

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Parcerias globais, intercâmbios, programas multicampus e acordos acadêmicos ampliam as possibilidades de formação internacional para estudantes e executivos brasileiros
A busca por experiências acadêmicas internacionais vem ganhando espaço entre estudantes e profissionais que procuram uma formação mais conectada a diferentes mercados, culturas e modelos de negócio. Segundo o relatório QS Global Student Flows, a demanda por educação internacional deve crescer, em média, 4% ao ano ao longo desta década, movimentando cerca de 8,5 milhões de alunos.
Diante desse cenário, escolas de negócios presentes no Brasil vêm ampliando suas estratégias de internacionalização por meio de intercâmbios, acordos com universidades estrangeiras, programas multicampus e experiências de curta duração em instituições de referência.
SKEMA amplia parceria com instituição ligada a Harvard
Um dos exemplos recentes é a SKEMA Business School, escola internacional de negócios presente em sete países, que anunciou uma parceria com a Harvard Division of Continuing Education (DCE).
O acordo permitirá que estudantes do MSc Strategic Management & Consulting participem, todos os anos, de três semanas de aulas na Harvard Summer School, a partir de setembro de 2026. As atividades serão realizadas no campus da universidade norte-americana, sem custo adicional para os alunos.
Segundo Gustavo Hoffmann, diretor da SKEMA Business School no Brasil, a internacionalização passou a ocupar um papel cada vez mais relevante na formação de lideranças.
“A experiência internacional deixou de ser um complemento para se tornar parte importante da formação de profissionais que atuarão em mercados cada vez mais globais. O diferencial está em entender como essas oportunidades são oferecidas e de que forma elas contribuem para a trajetória acadêmica e profissional dos alunos”, afirma.
A SKEMA possui nove campi distribuídos por países como França, Estados Unidos, China, África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Brasil e Canadá. O modelo permite que os estudantes realizem parte da formação em diferentes unidades da própria instituição.
Além disso, a escola mantém uma rede de quase 200 universidades parceiras em mais de 50 países, ampliando as possibilidades de mobilidade acadêmica e experiências internacionais.
A parceria com a Harvard DCE reforça uma tendência observada em outras instituições de ensino voltadas a negócios: aproximar estudantes de diferentes centros acadêmicos e mercados ao longo da formação.
FGV mantém rede com mais de 250 instituições parceiras
A Fundação Getulio Vargas (FGV) possui uma das maiores redes internacionais entre instituições brasileiras, com mais de 250 universidades e escolas parceiras em mais de 45 países.
As iniciativas incluem intercâmbios acadêmicos, programas de dupla titulação, cooperação em pesquisa e cursos desenvolvidos em conjunto com instituições estrangeiras.
Em algumas unidades, os estudantes também podem participar de programas de verão, estágios internacionais e experiências de imersão em universidades de referência.
Insper reúne mais de 130 acordos internacionais
O Insper também vem ampliando sua presença global por meio de uma rede com mais de 130 acordos internacionais firmados com universidades e organizações estrangeiras.
Além dos intercâmbios, a instituição oferece programas de curta duração, iniciativas integradas e oportunidades de dupla diplomação.
A estratégia busca proporcionar aos alunos experiências acadêmicas e profissionais em diferentes contextos econômicos e culturais, além de ampliar a presença de estudantes e professores estrangeiros no campus brasileiro.
Fundação Dom Cabral aposta na internacionalização executiva
Na Fundação Dom Cabral (FDC), a internacionalização está especialmente ligada à educação executiva.
A instituição mantém alianças estratégicas e acordos de cooperação com escolas de negócios e universidades de diferentes países, além de desenvolver programas internacionais, intercâmbios acadêmicos, pesquisas e soluções customizadas para executivos e empresas.
A FDC atende cerca de 37 mil participantes por ano e utiliza sua rede internacional para ampliar o contato de lideranças brasileiras com diferentes mercados e práticas de gestão.
Formação internacional ganha novos formatos
A ampliação dessas iniciativas mostra que a experiência internacional deixou de estar restrita aos intercâmbios tradicionais de longa duração.
Programas multicampus, módulos de poucas semanas, dupla titulação e acordos acadêmicos permitem que estudantes tenham contato com diferentes realidades ao longo da própria formação.
Para Gustavo Hoffmann, esse movimento acompanha uma mudança no perfil das carreiras e das empresas, cada vez mais conectadas a mercados globais e equipes multiculturais.
Nesse cenário, entender como cada escola estrutura suas oportunidades de internacionalização passa a ser um critério importante para estudantes interessados em ampliar repertório acadêmico, profissional e cultural.









