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Negócios e Gestão

Estudo inédito vai medir quanta demanda a reputação gera nas empresas brasileiras

Foto: Divulgação/Otimifica
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State of Reputational Demand Brasil 2027, da Otimifica, abre inscrições para empresas que querem saber onde a própria demanda se perde entre as pessoas, o Google e as inteligências artificiais; 1300 empresas já foram lidas com dados públicos nesta edição

A Otimifica, empresa de inteligência reputacional para vendas complexas B2B, abriu as inscrições para o State of Reputational Demand Brasil 2027, o primeiro estudo do País a medir as cinco camadas da reputação juntas e a ligá-las à demanda comercial. A metodologia tem origem nas Camadas da Reputação Multimodal, modelo desenvolvido por Ariane Feijó, fundadora da Otimifica, com mais de 20 anos de trajetória em reputação e mais de 100 clientes atendidos ao longo da carreira.

O estudo terá dois momentos: uma fase quantitativa, com leitura de dados públicos em escala, e uma fase qualitativa, com um grupo menor de empresas e entrevistas em profundidade. O objetivo é medir quanto da demanda que a reputação gera chega às empresas brasileiras, e em qual das camadas ela para. A leitura começa pelos dados públicos e avança, em recortes por setor, sobre o que as IAs respondem sobre cada empresa. Empresas interessadas podem se inscrever até 31 de dezembro em estudo.demandareputacional.com.br/2027.

O estudo parte de uma mudança no comportamento de compra. Segundo o 2025 B2B Buyer Experience Report, da 6sense, o comprador B2B só fala com o primeiro fornecedor quando já percorreu 61% da jornada, e em 95% dos casos fecha com uma das empresas que estavam na sua lista no primeiro dia. Nas respostas de IA, a escolha também se concentra: segundo o AI Visibility Index 2026, da Semrush, as três marcas mais visíveis ficam com 42,2% da visibilidade na categoria industrial e com 82,9% em notícias e mídia.

“Hoje, a lista de fornecedores é montada antes da primeira reunião, e boa parte dela sai de uma resposta de IA ou de uma busca no Google. Muitas empresas têm reputação, com ou sem trabalho estruturado de relações públicas, são indicadas, aparecem na imprensa, e mesmo assim não estão nessa lista. Não existe empresa sem demanda. Existe empresa sem clareza de tudo o que já gera demanda. E aparecer na resposta é só o começo: o que decide é ser recomendado nela”, afirma Ariane Feijó, criadora do estudo e CEO da Otimifica.

Como o estudo mede

O estudo parte do modelo das Camadas da Reputação Multimodal, desenvolvido por Ariane Feijó e tema do seu próximo livro, cujo lançamento acontece em janeiro de 2027.

O modelo descreve seis camadas em que a reputação de uma empresa se acumula. As duas primeiras são lidas por pessoas:

  • a Institucional, o que o mercado, os clientes e a mídia tradicional dizem e lembram da empresa;
  • e a Digital, as provas que a empresa e seus clientes deixam nas redes e em sites de avaliação.

As três seguintes são lidas por máquinas:

  • a Cibernética, que protege o que foi construído e só aparece quando falha;
  • a Algorítmica, que define se buscadores como Google, YouTube e Bing encontram e entendem a empresa;
  • e a Generativa, o que as IAs dizem sobre a empresa quando ninguém está no controle da resposta.

A sexta, a Quântica, trata do próximo paradigma da computação. O estudo mede as cinco primeiras; a Quântica entra como horizonte, não como nota.

As empresas são lidas pela mesma régua, o índice Otimindex, uma nota de 0 a 100 que classifica cada uma em quatro faixas: invisível, encontrada, entendida ou escolhida. Nos recortes por setor, as respostas registradas são classificadas em citada e recomendada, citada sem recomendação, ou ausente.

A leitura usa prioritariamente ferramentas gratuitas, que as próprias marcas já usam no dia a dia. Estas são cruzadas com bases de monitoramento de mercado e ferramentas proprietárias da Otimifica, como o índice Otimindex, sempre no mesmo período para todas as empresas de um setor. A medida é a frequência das citações nesse período, e não o retrato de uma única resposta. As empresas selecionadas para a fase qualitativa liberam acesso de leitura ao Google Analytics e ao Google Search Console sob acordo de confidencialidade assinado pelas duas partes, para comparar a leitura externa com o que acontece dentro da empresa. Nenhum dado individual é publicado sem autorização prévia.

O que as primeiras leituras já mostram

A base do estudo reúne mais de 1.300 empresas brasileiras em 7 setores, 315 delas de tecnologia e SaaS. Os achados por setor saem quando a leitura terminar. Nas primeiras leituras aprofundadas, alguns padrões já aparecem:

Empresas de software B2B que aparecem centenas de milhares de vezes por trimestre na busca pela categoria recebem menos de 1% dos cliques. A procura não desaparece: parte é respondida ali mesmo, sem clique, e parte volta depois pelo nome. Nas empresas de software lidas com Search Console, a busca pelo nome cresceu entre 5% e 12% no trimestre, enquanto, em uma delas, o clique de quem procurava a categoria caiu 20% e as visitas vindas de IA quase quintuplicaram em pouco mais de um ano. Essa é a demanda reputacional: quem conhece a empresa em outro lugar, numa indicação, na imprensa ou numa resposta de IA, e chega procurando o nome. Ela costuma aparecer no relatório como tráfego direto ou de marca, sem crédito a quem a gerou.

Além disso, o risco cibernético fica sem dono, nem com a tecnologia, nem com o marketing. De cada 10 empresas em que o estudo verificou o DMARC, 9 estavam sem ele, em modo só de observação ou com configuração errada. Isso deixa o domínio aberto para e-mails falsos enviados em nome da empresa.

A IA já manda visita, e quase toda vem de um lugar só. Nas empresas em que lemos o Analytics, de 91% a 97% das visitas vindas de IA eram do ChatGPT. Numa delas, quem chegou pela IA virou contato 7 vezes mais do que a média do site.

O relatório publicará a leitura agregada por setor e pode destacar, com autorização, empresas com melhor desempenho em cada um. Executivos das empresas participantes também podem ter seus comentários publicados no capítulo Vozes, ao lado dos dados do setor.

Quem pode participar


As inscrições são abertas a empresas de qualquer porte e setor. A primeira edição dá ênfase a empresas B2B com venda complexa, em sete setores definidos antes da coleta: indústria e energia; tecnologia e SaaS; serviços financeiros e seguros; saúde; educação; logística e infraestrutura; e consultoria e serviços B2B. Empresas inscritas fora desses recortes entram como um grupo à parte, declarado no relatório. Cada inscrição passa por uma análise de perfil, e as empresas selecionadas para a fase qualitativa recebem por e-mail as orientações para os próximos passos.

Quem participa da fase qualitativa pode receber, sem custo, a leitura da própria empresa e acesso ao estudo antes da publicação, prevista para março de 2027.

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