“Antes de iniciares a tarefa de mudar o mundo,dá três voltas na tua própria casa. (Provérbio chinês)
A reclamação é uma prática arraigada em todas as organizações. Poderia
ser um instrumento de busca do aperfeiçoamento contínuo, mediante a sinalização
de aspectos ineficientes e a proposição de ações corretivas. Porém,
apresenta-se como um mecanismo de defesa, de transferência de responsabilidades
ou, mais ainda, de culpabilidades. Apontamos o dedo para outra pessoa ou
departamento e, com isso, justificamos nossas próprias deficiências além de
desviarmos as atenções para outro alvo.
Uma empresa é um organismo vivo, sinérgico, sistêmico, no qual um
departamento depende dos demais, o trabalho de um colega tem impacto sobre o
desempenho dos outros. É por isso que a palavra “organismo” é bem aplicada.
Porque se trata de uma instituição que se organiza.
Assim, fazer a diferença em seu ambiente de trabalho trará benefícios
não apenas a você, mas a toda sua equipe. E a iniciativa é uma das mais
importantes competências a serem desenvolvidas e praticadas em sua trajetória
pela superação.
A iniciativa representa a capacidade de identificar e buscar
oportunidades. Está associada ao comportamento proativo e, por conseguinte, em
oposição imediata à hesitação, este inimigo sorrateiro que nos faz adiar
projetos, cancelar investimentos, protelar decisões. Ao combatermos a
hesitação, corremos mais riscos, podemos experimentar mais insucessos, mas
jamais ficaremos fadados à síndrome do “quase”, do benefício indelével da
dúvida do que poderia ter sido “se” a decisão tomada fosse outra.
O profissional dotado de iniciativa antecipa-se aos fatos, realizando
atividades antes de ser solicitado ou forçado pelas circunstâncias. Conjuga os
verbos “fazer”, “agir” e “executar”. Aproveita situações conjunturais para
atender rapidamente novas demandas ou nichos. Como pioneiro, obtém resultados
concretos e mais significativos antes dos demais. Surpreende, empolga,
contagia, encanta.
Porém, a iniciativa hoje não viceja sozinha, mas deve estar
acompanhada de seu par, a acabativa, neologismo para simbolizar a habilidade de
finalizar tarefas iniciadas. Na ausência da acabativa, tornamo-nos apenas filósofos,
teorizando, conjecturando. Não são raros aqueles que
iniciam atividades e que não as concluem. Projetos arquivados, livros lidos
pela metade, diálogos interrompidos sem conclusão, sonhos de toda uma vida
abandonados como se fossem de uma única noite de verão.
Por isso, cultive a coragem. Coragem para refletir e se conscientizar.
Coragem para ter o coração e a mente abertos para internalizar o
autoconhecimento adquirido. Coragem para agir e mudar se preciso for.
Lembre-se de que iniciar é preciso. Mas algo só termina, quando acaba.







Bruno Perin
Tami Saito

Alessandro Almeida
Aline Rizzo
Marco Antonio Spinelli
Janguiê Diniz

Raquel Torres
Armando Lourenzo








