Por que a maioria das empresas administra mal um dos seus maiores custos

Reprodução/Canva
Todo empresário conhece seus principais custos:
Folha de pagamento…
Matéria-prima…
Tributos…
Logística…
Esses itens costumam fazer parte das reuniões de diretoria, dos conselhos e dos planejamentos financeiros.
Mas existe um custo que, curiosamente, ainda é tratado por muitas empresas apenas como uma conta que precisa ser paga no fim do mês.
A energia.
Ao longo de mais de duas décadas atuando no setor elétrico, acompanhei empresas extremamente eficientes em compras, negociação com fornecedores, gestão financeira e produtividade. Mesmo assim, muitas delas dedicavam pouca atenção à forma como adquiriam um dos insumos mais importantes para sua operação.
Isso acontece porque energia foi, durante muito tempo, encarada como um custo praticamente imutável.
Recebia-se a fatura.
Conferia-se o consumo.
Pagava-se o boleto.
E o ciclo recomeçava no mês seguinte.
O problema é que o ambiente empresarial mudou.
Hoje, empresas competitivas administram energia da mesma forma que administram qualquer outro recurso estratégico.
Avaliam riscos.
Planejam contratos.
Projetam cenários.
Buscam previsibilidade.
E utilizam inteligência para transformar um custo obrigatório em vantagem competitiva.
Não se trata apenas de pagar menos.
Embora a economia seja importante, ela costuma ser consequência de uma gestão mais inteligente.
O verdadeiro ganho está na previsibilidade.
Quando uma empresa consegue reduzir a volatilidade dos custos energéticos, passa a tomar decisões com mais segurança.
Consegue planejar investimentos.
Protege margens.
Reduz riscos.
Melhora seu fluxo de caixa.
Tudo isso influencia diretamente sua competitividade.
Tenho visto organizações que tratam energia exatamente como tratam suas compras estratégicas.
Elas analisam alternativas.
Negociam.
Monitoram o mercado.
Revisam contratos.
Tomam decisões baseadas em dados.
E, naturalmente, tornam-se mais eficientes.
A diferença entre essas empresas e aquelas que apenas pagam a conta no fim do mês não está no tamanho.
Está na mentalidade.
Talvez seja hora de fazer uma pergunta simples.
Sua empresa administra estrategicamente um dos seus maiores custos?
Ou apenas paga por ele todos os meses?
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