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Negócios e Gestão

O que é “Dor de Dono”?

Quando esse sentimento se expande entre os colaboradores, trabalha-se com mais cuidado, comprometimento e devoção, acompanhando tudo de perto
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“Dor de dono” é uma expressão cada vez mais comum no ambiente corporativo, geralmente associada ao sentimento experimentado por alguém que se envolve profundamente com alguma coisa – seja um projeto, uma causa ou um negócio –, como se fosse, de fato, o seu dono. Esse envolvimento resulta na economia dos recursos, na otimização do tempo, no conserto de algo que foi danificado e na motivação de todos.

Dentro de uma organização, ter “dor de dono” implica em um envolvimento genuíno com os valores e as diretrizes do negócio. O funcionário com “dor de dono” é um parceiro da organização, comportando-se naturalmente como um verdadeiro porta-voz do negócio e transmitindo a missão e a cultura da empresa. Significa sentir-se responsável pela qualidade dos serviços, pelo bem-estar das equipes e pelo crescimento da companhia.

Ter “dor de dono” implica em dar sempre o melhor de si, buscando o aprendizado permanente e a melhoria de performance. Quando esse sentimento se expande entre os colaboradores, trabalha-se com mais cuidado, comprometimento e devoção, acompanhando tudo de perto. A organização se fortalece e cresce como um todo.

Na teoria é lindo, mas na prática nem sempre é fácil! A grande questão é como despertar esse sentimento nas pessoas. Um bom começo é criar um clima de confiança entre todos os membros do grupo, demonstrar preocupação com as pessoas, fazendo com que cada colaborador de sinta único. Essa sensação de confiança se reflete no engajamento da equipe, na liberdade de criar e encontrar melhores maneiras para fazer as coisas ou solucionar os problemas.

Para que tudo isso aconteça, é fundamental uma liderança forte e presente, capaz de influenciar o comportamento dos colaboradores e orientar o processo de transformação cultural das equipes. Delegar responsabilidades, desenvolver autonomia e oferecer as diretrizes de atuação são formas eficientes para criar confiança, num ambiente propício à inovação e ao desenvolvimento da “dor de dono” nas pessoas.

Em um cenário corporativo de concorrências cada vez mais acirradas, o grau de envolvimento e integração com a organização pode fazer toda a diferença. Um funcionário com “dor de dono” é mais eficiente, mais criativo e comprometido, o que contribui não só para o seu desenvolvimento pessoal, mas também para a criação de procedimentos de alto padrão, fortalecimento e diferenciação da empresa no mercado.

Andreza Araujo – Executiva de multinacional de bens de consumo na América Latina e professora dos MBA da Tear Escola de Negócios.

Fonte: Administradores.com

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