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Bitcoins são o futuro do dinheiro?

Moeda virtual pode ser tendência no mercado
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No final de 2017, estive em uma confraternização de amigos do meu sogro, um grupo no qual a média de idade é de 70 anos. Depois de algumas garrafas de vinho e muitas conversas, um dos senhores me perguntou o que era e como funcionava o Bitcoin. Sinceramente, lhe dei uma explicação bem abreviada sobre o assunto, até mesmo porque naquele momento não tinha muito conhecimento sobre a tal moeda virtual – e muita gente nem ao menos sabe o que ela é. Decidi entender um pouco mais sobre este assunto que está cada vez mais tomando a curiosidade das pessoas.

Para começar, Bitcoin é um tipo de criptomoeda e existem outras variações, como Dash, Monero, Ripple, Ethereum e Litecoin, cada uma com característica própria que as diferenciam umas das outras – o que faz muito sentido, pensando no âmbito de negociação da moeda: qual o sentido de se negociar um ativo único?

O Bitcoin foi a primeira moeda virtual, apresentada em 2008 por um programador chamado Satoshi Nakamoto, cuja identidade nunca foi comprovada. A moeda virtual significa uma disruptura no segmento financeiro tradicional, por se tratar de um ativo ou mercadoria pertencente a um sistema bancário livre, ou seja, é descentralizada e não é controlada por nenhum tipo de Banco Central.

A sua criação também não ocorre da forma tradicional, como o dinheiro que conhecemos. As criptomoedas são “mineradas” por milhares e milhares de computadores de pessoas como eu e você, conectados em uma rede específica para a criação da moeda virtual. Cada computador registrado nesta rede roda um programa com base em complexos algoritmos para a criação da criptomoeda, e quem tiver mais poder de processamento tem preferência no recebimento dos lotes para mineração. Estes lotes são gerados e distribuídos pela rede seis vezes por hora.

Quando você adquire um Bitcoin, ou fração dele, você o armazena em uma carteira virtual que é identificada por um código alfanumérico. O Bitcoin pode ser comprado e vendido em algumas plataformas, como “Mercado Bitcoin” e negociado em algumas bolsas de futuros, como em Chicago, nos EUA.

O Bitcoin já é aceito por algumas empresas como pagamento de seus produtos ou serviços. Alguns países já estão considerando regulamentar a moeda para a sua utilização de forma legal, como Japão e Rússia, e até já existem alguns terminais de autoatendimento que trocam Bitcoins por dinheiro em espécie.

Entretanto, alguns países estão cautelosos na negociação e na utilização da criptomoeda pelos riscos que apresentam, como alta volatilidade, instrumento de lavagem de dinheiro e ataques de hackers. Para garantir a segurança nas transações do Bitcoin e gerar rastreabilidade das transações, uma tecnologia está sendo utilizada, o Blockchain, um banco de dados distribuído onde cada transação é registrada em uma cadeia de blocos deste banco de dados, proporcionando confiança e garantia de que as informações não serão alteradas ou duplicadas.

Só o tempo nos mostrará se o Bitcoin realmente vai ser utilizado em larga escala em substituição às moedas tradicionais, mas uma coisa já é fato: é totalmente viável. Muitos dizem que o mercado de Bitcoin é uma bolha prestes a estourar, outros dizem que é um ativo consolidado, ou seja, ainda há muito o que amadurecer tanto na questão tecnológica quanto nas regras de mercado com o objetivo de dar lastro, segurança e credibilidade nas negociações virtuais com as criptomoedas.

Renato Moreira – Executivo de contas da DBACorp

Fonte: Administradores.com

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