TikTok Shop transforma descoberta em compra e abre nova frente para o mercado de afiliados

Foto: Divulgação/Jana Toniazzo
Com GMV médio diário 102 vezes maior no primeiro ano no Brasil, plataforma aproxima creators, marcas e consumidores e fortalece o social commerce
O consumidor brasileiro está descobrindo produtos onde antes buscava principalmente entretenimento. Essa mudança de comportamento ajuda a explicar a expansão do TikTok Shop no país, que, desde o lançamento em maio de 2025, vem aproximando conteúdo, creators e comércio eletrônico dentro da mesma experiência.
Em apenas um ano, o TikTok Shop registrou crescimento de 102 vezes no GMV médio diário mensal entre maio de 2025 e maio de 2026. No mesmo período, a média de criadores afiliados ativos cresceu 46 vezes. Para Jana Toniazzo, especialista em sistemas de afiliados, os números mostram uma transformação importante na relação entre influência e consumo.
“Durante muito tempo, o afiliado esteve associado principalmente à indicação de produtos por meio de um link. O TikTok Shop amplia essa lógica porque aproxima conteúdo, influência e conversão em uma mesma experiência. O creator não está apenas apresentando um produto: ele participa de uma jornada em que a descoberta pode se transformar em compra quase imediatamente”, explica.
A mudança aparece também no comportamento dos usuários. Segundo pesquisa realizada pelo TikTok com 17 mil pessoas, 57,8% afirmaram concluir a compra diretamente na plataforma depois de descobrir um produto por meio dela.
“Isso muda a dinâmica para quem trabalha com afiliados. Um conteúdo relevante pode apresentar o produto, despertar interesse, gerar confiança e levar à conversão. É uma aproximação muito grande entre audiência e resultado”, afirma Jana.
Live commerce ganha espaço
As transmissões ao vivo são outro destaque desse movimento. Entre maio de 2025 e maio de 2026, o número médio diário de lives no TikTok Shop cresceu 20 vezes, enquanto o GMV médio diário mensal gerado por elas avançou 161 vezes.
O formato permite que consumidores acompanhem demonstrações, façam perguntas e recebam recomendações em tempo real, enquanto os creators assumem um papel cada vez mais próximo do de vendedores.
“A live coloca o afiliado em uma posição muito mais próxima de um vendedor, mas com uma característica própria da creator economy: existe uma relação prévia de confiança e identificação com aquela audiência. Quando essa relação é bem trabalhada, o conteúdo deixa de ser apenas uma vitrine e passa a funcionar como uma experiência de compra”, avalia a especialista.
Um dos exemplos divulgados pelo TikTok é o da criadora Vitória Merlos, que alcançou R$ 2,8 milhões em GMV, sendo R$ 2,4 milhões provenientes de lives. A plataforma também destaca o caso da BigHome Brasil, que teria acumulado R$ 17 milhões em faturamento no TikTok Shop em 2026.
Para Jana, a expansão do social commerce também reforça a profissionalização do mercado de afiliados.
“O mercado não depende necessariamente de milhões de seguidores. Uma audiência menor, mas altamente conectada a determinado nicho, pode ter grande valor comercial. O que o social commerce faz é criar mais caminhos para que essa influência seja convertida em resultado”, conclui.
O movimento aponta para uma mudança na própria jornada de consumo: em vez de primeiro procurar um produto e depois buscar conteúdo sobre ele, o consumidor pode descobrir, conhecer, avaliar e comprar sem sair do ambiente em que estava consumindo entretenimento.









