Adium projeta R$ 1,8 bilhão em 2025, amplia portfólio e investe em exportação a partir do interior de São Paulo
A farmacêutica Adium, uma das maiores da América Latina, registrou um crescimento de 27% no primeiro trimestre de 2025 no Brasil, mais que o dobro do mercado nacional no período. Com vendas de R$ 400 milhões nos três primeiros meses do ano, a empresa projeta encerrar 2025 com R$ 1,8 bilhão em faturamento no país. Em 2024, a companhia já havia ultrapassado a marca do primeiro bilhão, atingindo R$ 1,4 bilhão em vendas.
A unidade brasileira integra o grupo Adium, presente em 18 países da região. Desde janeiro, a operação nacional está sob o comando de Helio Segouras, que lidera os planos de expansão no Brasil com foco em áreas estratégicas como oncologia, hematologia, doenças raras, psiquiatria e dor.
Novos medicamentos chegam ao mercado
Entre os principais lançamentos previstos para este ano está o Yondelis® (trabectedina), indicado para tratamento de câncer de partes moles — condição rara e com poucas alternativas terapêuticas. Outro destaque é o Vegapali, medicamento injetável mensal voltado para esquizofrenia e transtorno esquizoafetivo, que deve melhorar a adesão dos pacientes e os desfechos clínicos de uma doença que afeta 1,6 milhão de brasileiros.
Com mais da metade do seu faturamento vindo de medicamentos para câncer e doenças raras, a Adium atua com terapias para diversos tipos de tumor, incluindo pulmões, mama, bexiga, pele e próstata. Ao fim do ano, o portfólio da companhia deve alcançar 45 medicamentos disponíveis no país.
Produção nacional será base para exportações
Além da expansão do portfólio, a farmacêutica está investindo R$ 100 milhões na ampliação da planta industrial de Pindamonhangaba (SP). A unidade será a base da estratégia de exportação para os demais países da América Latina, com capacidade ampliada para 150 milhões de unidades por ano.
O complexo brasileiro terá sua área física aumentada em 65%, chegando a 36 mil m² e operando com 14 linhas de produção. O plano inclui também o lançamento do primeiro Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da Adium no país. A expectativa é que oito terapias e duas linhas sejam dedicadas exclusivamente à exportação, com projeção de 60 milhões de unidades anuais para os mercados vizinhos.
Portfólio em dor e doenças articulares também cresce
Outro segmento de destaque é o de dor e terapias osteoarticulares, que responde por 25% do faturamento nacional da Adium. Produtos como o Suprahyal One, voltado para articulações desgastadas, contribuíram para um crescimento de 18% nessa linha em 2024.
Atualmente, nove medicamentos são fabricados na planta brasileira, entre eles Condroflex e Nusira, que já são exportados para outros países da região. A unidade nacional faz parte de uma rede fabril composta por seis plantas do grupo — localizadas no Brasil, Argentina, México, Uruguai e Paraguai.
Estratégia foca internacionalização e acesso a novas terapias
Além da produção local, a estratégia de crescimento inclui o licenciamento de drogas inovadoras com laboratórios internacionais, o desenvolvimento de produtos próprios e a comercialização de genéricos e similares. “Nosso compromisso é crescer com sustentabilidade, ampliando o acesso a medicamentos de qualidade e expandindo nossa presença internacional, especialmente para mercados como o México”, afirma Segouras.
Com uma operação robusta e foco em inovação, a expansão da Adium no Brasil se consolida como um dos principais movimentos de crescimento do setor farmacêutico em 2025.









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